Diagnóstico territorial · para prefeituras · 2026
Desde que esta página foi aberta há 0s,
R$ 0
saíram via Pix para empresas de aposta.
Cálculo a partir de R$ 20,8 bi / mês · Banco Central, ago/2024

Em três anos, as bets reorganizaram a vida financeira de uma parcela significativa do Brasil.

O que ainda não se sabe é o que isso significa em cada cidade. Quem foi atingido. Em quais bairros. Por quais mecanismos. E o que diferencia as famílias que se desorganizaram daquelas que continuam de pé.

01 · Magnitude

O que os dados nacionais já mostram.

Banco Central, TCU, Serasa, Pro-AMJO e CNC, organizados em conjunto, descrevem três coisas que pressionam a gestão municipal. Riqueza que sai do território. Rede de saúde mental que não dá conta. Famílias que entraram em endividamento estrutural depois de começar a apostar.

R$ 20,8 bi
em um único mês · ago/2024

Brasileiros transferiram via Pix para empresas de aposta. Onze vezes o que foi movimentado pelas loterias da Caixa no mesmo período. Em 2025, com a regulamentação plena vigente, a Secretaria de Prêmios e Apostas reportou R$ 37 bi de receita líquida do setor e 25,2 milhões de CPFs únicos apostando.

Banco Central · Estudo Especial 119/2024
23%
deixaram de comprar roupas
19%
pararam o supermercado
14%
reduziram higiene
11%
pararam medicamentos

Substituição de consumo direta entre apostadores. Esse dinheiro saía do comércio local — e está saindo do município. A CNC estima perda de R$ 103 bilhões no varejo brasileiro em 2024, com pequeno e médio comércio sentindo primeiro. Em municípios pequenos e médios, isso se traduz em queda de ISS, vendas, empregos e arrecadação local.

SBVC/AGP, jun/2024 · CNC, 2024
R$ 3,7 bi
do Bolsa Família para bets · jan/2025

Saíram de contas vinculadas ao programa para bets em um único mês. Em ago/2024, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família apostaram, transferindo R$ 3 bi via Pix — 70% chefes de família. Para o município, é dinheiro federal que deveria circular no comércio do bairro e que vai embora. Para a Assistência Social, é família com criança em insegurança alimentar.

TCU, acórdão 2025 · BCB, ago/2024
0
2023
0
2024
0
2025*
Atendimentos por jogo patológico · Pro-AMJO

Triplicaram em dois anos no principal centro nacional de tratamento (IPq-USP). A mudança de perfil clínico é nacional e a fila chega aos CAPS-AD municipais. O TCU apontou em 2025 a ausência de protocolo específico para transtorno do jogo na RAPS. Em jan/2026, o Ministério da Saúde reconheceu o gargalo lançando teleatendimento via Meu SUS Digital — sem retirar a demanda do município.

Pro-AMJO/IPq-USP · TCU 2025 · *primeiro ciclo
A inversão
57%
não estavam endividados antes

dos endividados que apostam não estavam inadimplentes antes de começar a apostar. 44% apostaram tentando quitar dívidas. A leitura corrente de que as bets atingem quem já estava quebrado é parcialmente falsa. Em pelo menos metade dos casos, as bets produziram o endividamento, e não o inverso.

Serasa/Opinion Box, out/2024 · n=4.463 inadimplentes
Por trás dos números
Cada R$ 1 bilhão que sai via Pix para uma bet é também uma família que parou de comprar remédio, um comerciante de bairro perdendo cliente, uma criança em insegurança alimentar — e uma pessoa nova entrando na fila do CAPS-AD do município.
O território absorve o que o agregado nacional esconde

Saber o tamanho do problema
não é saber o que fazer com ele.

02 · Posicionamento

A pergunta que outros levantamentos não respondem.

O que os levantamentos atuais já mostram
  • 01 Quanto se gasta no agregado nacional
  • 02 Quantas pessoas apostam
  • 03 Como isso se distribui por sexo, idade, classe e região

A prefeitura que sabe que 17% dos beneficiários do Bolsa Família apostaram ainda não sabe quais famílias do município priorizar.

A pergunta que orienta a Social Impact

Em populações que vivem no mesmo território, com renda parecida e a mesma exposição, por que algumas pessoas se desorganizaram e outras não?

E entre as que se desorganizaram, o que sustentou aquelas que conseguiram sair?

03 · Método

O método em três passos.

A pergunta da seção anterior só pode ser respondida com um desenho específico de comparação. É isso que a Social Impact monta para cada cidade.

  1. Passo 01 01

    Comparamos três grupos na mesma cidade.

    Pareados por idade, gênero, faixa de renda e território. O pareamento garante que diferenças entre os grupos não venham de quem eles são, mas das trajetórias que viveram.

    passado hoje
    A nunca entrou em problema
    B está em problema atual
    entrou
    C entrou e saiu há ≥ 6 meses
    entrou
    saiu
  2. Passo 02 02

    Mapeamos os fatores e coletamos no território.

    Mapeamos todos os fatores relevantes que influenciam a entrada, a permanência e a saída do problema com aposta. A literatura clínica e socioeconômica entrega a base, a escuta no território entrega o que falta.

    Construímos o instrumento de mensuração adaptado culturalmente à realidade local. Linguagem que faz sentido para quem responde, escalas reconhecidas que permitem comparação com outros estudos.

    Capacidade
    Interno à pessoa
    • Desregulação emocional sob estressepreditor mais forte · literatura clínica
    • Impulsividade urgenteSUPPS-P pt-BR
    • Distorções cognitivas sobre jogoilusão de controle · falácia do apostador
    • Letramento financeiro funcionalfator protetor · evidência consolidada
    + outros fatores cognitivo-comportamentais e de saúde
    Oportunidade
    Dependente do ambiente
    • Volatilidade de rendaIpea · 2015–2022
    • Endividamento pré e pós-apostaSerasa · 57% não inadimplentes antes
    • Pertencimento ao bairroYang et al. 2021 · n=38.968
    • Suporte familiar percebidorede ampliada · matrifocal
    + outros fatores estruturais, de serviços e de vínculo
    DSM-5 · ICD-11 SUPPS-P pt-BR Yang et al. (2021) Serasa / BCB / TCU + escuta no território
  3. Passo 03 03

    A análise mostra qual combinação diferencia cada trajetória.

    Três comparações saem do mesmo desenho. Cada uma responde uma pergunta diferente que a prefeitura precisa decidir.

    A×B

    O que diferencia quem entrou de quem nunca entrou.

    → base de prevenção primária

    B

    O que aparece em quem está com problema atual.

    → base de mitigação do dano

    B×C

    O que diferencia quem saiu de quem ainda está dentro.

    → base de caminhos de saída

A análise mede todos os fatores ao mesmo tempo, e deixa os dados do território mostrarem qual combinação organiza o problema ali.

Não impomos hipótese. Lemos o que aparece.

04 · Recomendações

Três frentes que saem da mesma comparação.

Cada frente é uma leitura diferente do mesmo desenho. Não são programas distintos competindo por orçamento — são três decisões que a prefeitura toma com a mesma base de evidência.

01 Prevenção primária

Onde investir para evitar novos casos?

Os fatores que diferenciam quem nunca entrou de quem entrou. Base empírica para fundamentar o programa antes da exposição.

02 Mitigação do dano em curso

Como reduzir o sofrimento de quem já está dentro?

Os fatores presentes em quem está com problema atual. Onde a prefeitura age para quebrar o ciclo enquanto a saída ainda não veio.

03 Apoio à saída

Quais caminhos reais ajudam a sair?

O que diferencia quem saiu de quem ainda está dentro. Onde articular parcerias para sustentar trajetórias de saída no território.

05 · Processo

Quatro fases, da escuta local à entrega.

01

Escuta local

Entrevistas com pessoas dos três grupos no território. Refina a lista de fatores e a linguagem do instrumento.

3–4 semanas
02

Coleta de campo

Entrevistas em 2–3 territórios da cidade, com pesquisadoras moradoras treinadas.

8–12 semanas
03

Análise

Regressão regularizada e comparativa entre grupos. Classificação por esfera de ação municipal.

3–4 semanas
04

Entrega e diálogo

Relatório, dataset, workshop com as secretarias. Material para imprensa local.

2 semanas
4–6 meses do início à entrega · adaptável ao escopo da cidade
06 · Entregáveis

O que a prefeitura recebe.

07 · Quem somos

Metodologia Social Impact aplicação no setor público

A Social Impact auxilia gestores públicos a responderem à pergunta: as políticas e programas estão, de fato, melhorando a vida do cidadão? A resposta é construída a partir da escuta de quem vive a realidade na ponta.

  • Diagnostica as dimensões que mais impactam a vida da população local.
  • Hierarquiza as prioridades reais sob a perspectiva do cidadão, identificando as necessidades mais urgentes.
  • Gera evidências para orientar o gasto público e as ações de governo para onde gerem o maior benefício social.
Apoiamos o governo a prestar contas com dados reais de impacto, elevando a transparência e a legitimidade da gestão.

Próximo passo

Vamos conversar sobre uma aplicação na sua cidade.

Reunião exploratória de 30 minutos. Sem compromisso.

contato@socialimpact.com.br